sábado, 21 de abril de 2012

FAP comemorará o dia do Enfermeiro

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A Enfermagem, como profissão, está a serviço do bem-estar humano e, para relatar o dia a dia desse profissional a Faculdade Piauiense realizará no dia 11 de maio, na Praça da Graça, várias atividades educativas e preventivas, para comemorar o Dia do Enfermeiro. A ação terá início às 8h, com a participação dos acadêmicos de todos os blocos do curso de Enfermagem.
Bloco I – Divulgação da Profissão Enfermagem;
Bloco II – Aferição de Pressão Arterial
Bloco III – Teste de Acuidade Visual
Bloco IV – DST/AIDS
Bloco IV – Captação de Doadores de Sangue
Bloco V – Glicemia Capilar – Orientação para Diabetes Mellitus
Bloco VI – Grupos Terapêuticos
Bloco VII – Ações de Primeiros Socorros a criança
Segundo a coordenadora de Enfermagem da FAP, Milena Gurgel, “comemorar o dia do Enfermeiro é também uma forma de fazer uma reflexão sobre o trabalho e a importância desse profissional na vida da comunidade e da sociedade como um todo”. 
 
Publicado em no site da FAP-Parnaíba

Prontuário e registro de enfermagem


Disponível em : http://www.ebah.com.br/content/ABAAAASqAAG/prontuario-registro-enfermagem

PRONTUÁRIO E REGISTRO DE ENFERMAGEM
Prontuário
É a documentação legal permanente das informações relevantes para o gerenciamento do cuidado de saúde de um cliente.
Informações em um prontuário
Identificação do cliente e dos dados demográficos; consentimento informado para tratamentos e procedimentos, histórico de enfermagem da admissão, diagnósticos ou problemas de enfermagem, plano de cuidados de enfermagem e/ou multidisciplinar, registro do tratamento com o cuidado de enfermagem e evolução, história médica, diagnóstico médico, prescrições terapêuticas, registro da evolução médica e das disciplinas de saúde, relatos dos exames físicos, relatos dos exames dos procedimentos cirúrgicos, plano e sumário de alta e outros.
Finalidades de um prontuário
Comunicação, faturamento financeiro, educação, histórico, pesquisa, auditoria, documentação Legal.
Características para uma documentação de qualidade
Ser concreto, ser exato, ser completo, ser atual, organizado, consciência da importância, responsabilidade profissional, definição clara das funções, rotinas escritas, clareza da escrita.
Como organizar um prontuário
Folha de Admissão: dados demográficos específicos sobre o cliente: Nome, número de identificação, sexo, idade, data de nascimento, nome do médico assistente, data e hora da admissão.
Folha de prescrição médica: Registro das prescrições médicas para tratamento e medicamentos com data, hora e assinatura do médico.
Histórico de admissão de enfermagem: Sumário do histórico de enfermagem e exame físico.
Folhas de gráficos e fluxo: Registro de observações repetidas e medidas como sinais vitais, peso e balanço hídrico.
Anamnese e exame físico: Resultado do exame inicial realizado pelo médico, incluindo achada, história familiar, diagnósticos confirmados e plano de cuidados.
Evolução de Enfermagem: Registro narrativo do processo de enfermagem
Registro de medicamentos: Documentação exata de todos os medicamentos administrados: Data, hora, dose, via de administração, assinatura de quem preparou e administrou.
Notas de Evolução médica: Registro contínuo do progresso do cliente e da resposta à terapia e revisão do processo da doença.
Registro das disciplinas de cuidado de saúde: Entradas feitas no registro por todas as disciplinas de saúde correlatas: Radiologia, serviço social, laboratórios.
Sumário de Alta: Condição do cliente, evolução, prognóstico, reabilitação, necessidades de ensino no momento da alta do hospital.
Orientações legais para prontuário
Orientação: Não rasurar, aplicar corretivo líquido ou riscar os erros feitos durante o registro
Justificativa: O registro torna-se ilegível, pode parecer que você esteja tentando ocultar a informação ou apagar o registro.
Ação Correta: Fazer uma única linha sobre o erro e escrever a palavra erro acima dela em seguida realizar a anotação correta.
Orientação: Não escrever comentários retalia dores ou críticos sobre o cliente ou o cuidado prestado por outro profissional de saúde.
Justificativa: As frases podem ser usadas como evidencia de comportamento não profissional ou de má qualidade do cuidado.
Ação correta: Redigir com descrições objetivas do comportamento do cliente; os comentários devem ser colocados entre aspas.
Orientação: Corrigir todos os erros de imediato:
Justificativa: Os erros no registro podem levar a erros no tratamento
Ação correta: Evitar ter pressa para preencher o registro, certificar-se de que a informação está exata.
Orientação: Registrar todos os fatos
Justificativa: O registro deve ser exato e confiável
Ação Correta: Certificar-se de que a redação é concreta, não especular ou fazer suposição.
Orientação: Não deixar espaço em branco nas anotações de enfermagem.
Justificativa: Outra pessoa pode acrescentar informações incorretas no espaço
Ação correta: Registrar consecutivamente linha por linha, se sobrar espaço desenhar uma linha horizontal sobre ele e assinar seu nome no final.
Orientação: Redigir as informações de forma legível e com tinta
Justificativa: As redações ilegíveis podem ser interpretadas de maneira errônea gerando erros e ações judiciais. A tinta não pode ser apagada, os registros são foto copiado e arquivado em microfilme.
Ação correta: Nunca apagar os registros ou utilizar corretivo líquido, tampouco utilizar lápis.
Orientação: Quando a prescrição for questionada, registrar que foi procurado o esclarecimento.
Justificativa: Quando você executa uma prescrição reconhecidamente incorreta, é tão responsável para a ação legal quanto o médico.
Ação correta: Não registrar “O médico cometeu o erro”. Em vez disso, registrar que o médico Smith foi contatado por telefone, para esclarecer a prescrição do analgésico.
Orientação: Registrar apenas para você mesma
Justificativa: Você é responsável pelas informações que coloca no registro
Ação correta: Nunca registrar por outra pessoa.
Orientação: Evitar usar frases genéricas e vazias, como “estado inalterado” ou “teve um bom dia”.
Justificativa: A informação específica sobre a condição ou caso do cliente pode ser acidentalmente deletada, quando a informação é muito genérica.
Ação correta: Utilizar descrições completas e concisas do cuidado.
Orientação: Começar cada registro com hora e terminar com sua assinatura e carimbo.
Justificativa: Esta orientação assegura que a seqüência correta de eventos seja registrada, a assinatura documenta quem é responsável pelo cuidado fornecido.
Ação correta: Não esperar até o final do plantão para registrar as alterações importantes que ocorreram há várias horas e certificar-se de assinar cada entrada.
TIPOS DE PRONTUÁRIOS
Papel: aquele formado pela junção dos impressos específicos preenchidos no decorrer do internamento do paciente.
Eletrônico: as informações são armazenadas em formato digital e cujo objetivo principal é permitir qualidade de atendimento, veracidade da informações e assistência da equipe medica, de enfermagem e outros profissionais da área da saúde.
PRONTUÁRIO DE PAPEL
Vantagens: Facilidade no manuseio; maior liberdade na forma de escrever, facilidade de transporte, não exige treinamento de pessoal, nunca está “fora do ar”.
Desvantagens: Ilegibilidade, preenchimento incompleto, dificuldade de acesso, fragilidade do papel, dificuldade de busca e necessidade de transcrição para pesquisa, somente pode estar em um lugar, multiplicidade de pasta e critérios de arquivamento.
PRONTUÁRIO ELETRÔNICO
Vantagens: Texto legível, possivelmente consistente e completo, permite armazenamento de imagens, verificação automática de dados, apoio automático à decisões (alertas), melhor acesso e velocidade de informações, economia de tempo, recupera informações.
Desvantagem: Alto custo, dificuldade de manuseio pelo usuário, dificuldade para completa e abrangente coleta de dados, treinamento de pessoal, manutenção constante, atualização e preservação da integridade dos dados.
A guarda do prontuário deve ser feita num período de 20 anos, no SAME (Serviço de Arquivo Medico e Estatística). Os de papel são guardados em pastas ou microfilmagem e os eletrônicos em empresas especializadas. Tem acesso ao prontuário, o paciente, responsável legal (menor) e o responsável jurídico. Não pode sair da instituição. Em casos de transferência do paciente e feita a cópia de principais exames e diagnósticos. Ou em casos jurídicos (judiciais). A instituição é responsável pela guarda do prontuário e o médico enquanto o paciente estiver internado. O prontuário clínico deve ser preciso, pois se trata de um documento legal. Em casos de processo jurídico, mesmo tendo sido a assistência de enfermagem excelente, se não houver registro do que foi executado, e deixar de ser documentado, para o tribunal se configura como um cuidado não implementado. O cliente pode solicitar leitura e copia na íntegra de seu prontuário.
A ENFERMAGEM E O PRONTUÁRIO
A enfermagem tem como responsabilidade executar e registrar as rotinas administrativas (admissão, transferência, alta e óbito), realizar anotações no censo hospitalar, realizar anotações no relatório de enfermagem, realizar o registro da anotação de enfermagem e medicações e controles, anexar exames, manter organizado, encaminhar ao serviço de contabilidade, auditoria ou faturamento, encaminhar ao SAME.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
• PIRES, Denise. Hegemonia Médica na Saúde e a Enfermagem. Cortez Editora. São Paulo, 1989
• MEZZOMO, Augusto A. Serviço do Prontuário do Paciente. Organização e técnica. CEDAS, 3ª ed., 1988.
• IYER, Patrícia W. Processo e diagnóstico em Enfermagem. Porto Alegre: Artes Médicas, 1993.
• POTTER, Patrícia A.; PERRY,Anne G..Grande tratado de Enfermagem Prática. São Paulo: Editora Santos, 2002.
• SMELTZER, S.C. et al. Tratado de Enfermagem Médico-Cirúrgica. Rio de Janeiro: Guanebara KOOGAN, 9 ed., vol.1, 2004.

TÉCNICAS PARA CURATIVOS E BANDAGENS

Material de curativos e bandagens para baixar clicar aqui!!! .

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Leite Materno: os bebês agradecem

Leite materno é o alimento mais adequado e recomendado para os bebês.
Os pequeninos parecem que já sabem e procuram, na primeira oportunidade, se “abarrotarem” desse alimento rico e gratuito.
São vários os estudos que atrelam o aleitamento materno a uma vida saudável. Salientam o seu poder na prevenção e combate às ameaças externas, mesmo porque, o leite materno é rico em factores imunológicos como anticorpos, macrófagos, neutrófilos, linfócitos, lactoferrina, lisosima e factor bífido que protegem a criança (1;9).
A amamentação além de nutrir, proteger e favorecer o desenvolvimento físico e cognitivo dos bebés, favorece a criação de um forte vínculo afectivo entre mãe e filho, onde laços de amizade e confiança são construídos e fortalecidos. Logo podemos afirmar que a amamentação não só proporciona nutrientes essenciais. É um momento único e rico de carinho, afecto, doação e troca. É uma condição básica para o estabelecimento de vínculos emocionais. É uma prática natural com repercussões futuras.
Muitos são os estudos de John Bowlby sobre a teoria da vinculação. Destacam a necessidade humana de estabelecer ligações afectivas de proximidade ao longo da vida, tendo o objectivo alcançar a segurança que permite explorar o “self”, os outros e o mundo; os pais são os co-autores da vida de seus filhos, preenchendo lacunas, projectando o futuro.
Existem pesquisas que mostram que 90% das mães portuguesas iniciam o aleitamento materno. Contudo, essas mesmas pesquisas evidenciam que “quase à metade dessas mães desistem de amamentar muito precocemente”, o que mostra que a grande parte não consegue cumprir o seu projecto de dar de mamar aos seus bebés (2).
A Organização Mundial de Saúde (OMS) (9) recomenda o aleitamento materno exclusivo até os seis meses de idade e associado a outros alimentos até os dois anos ou mais. É clara quando diz que leite materno contém tudo que a criança necessita até os seis meses, não sendo necessário qualquer complemento alimentar salvo recomendações de técnicos de saúde altamente capacitados. Coloca que introduzir outros alimentos, antes dos seis meses, pode causar alguns prejuízos para a criança e cita: “maior número de episódios de diarreia; maior número de hospitalizações por doenças respiratórias; risco de desnutrição; menor absorção de nutrientes importantes do leite materno, como o ferro e o zinco e redução na duração do aleitamento materno.
LAMOUNIER, citado por Amorim e Andrade (3) refere que quando alimentos complementares são introduzidos antes dos 6 meses de vida, a criança passa a ingerir menos leite humano o que pode trazer riscos como alergias alimentares, aumento da taxa de morbimortalidade e uma maior incidência de doenças crónicas/degenerativas na idade adulta.
A Sociedade Brasileira de Pediatria (4) disponibiliza um esquema para introdução dos alimentos complementares.
Faixa etária                                                    Tipo de alimento
Até completar 6 meses:             Aleitamento materno exclusivo
Ao completar 6 meses               Leite materno, papa de fruta, papa salgada, ovo, carne
Ao completar 7 meses               Segunda papa salgada
Ao completar 8 meses               Gradativamente passar para alimentação da família
Ao completar 12 meses             Comida da família
Fonte: Adaptação da Sociedade Brasileira de Pediatria (2006)
Muitos países conseguiram reduzir a taxa de mortalidade infantil (TMI) através de programas de imunização mais eficientes, identificação e tratamento atempado de infecções, melhoria na oferta de atendimento/acompanhamento pré-natal e pós-parto e principalmente através da inclusão de programas educativos promotores do aleitamento materno (5).
Como é sabido as mamas são estruturas complexas compostas por tecido glandular “glândulas túbulo-alveolares” constituídas por lóbulos. Estes últimos são formados por alvéolos que têm finalidade à produção de leite. Durante a gravidez as mamas aumentam de tamanho, as aréolas ficam mais escuras e as veias mais visíveis. O sistema de ductos (canais) aumenta e diferencia-se assim como os alvéolos, lóbulos e lobos. Nos primeiros dias pós-parto a produção de leite é pequena, porém é rica em proteínas e tem menos gorduras se comparado com o leite produzido a partir do sétimo ao décimo dia pós-parto. É importante que durante a amamentação a criança esvazie bem a mama visto que o chamado “leite posterior” contém mais calorias e por isso satisfaz mais o bebé. Além de um local tranquilo, um posicionando adequado e uma boa “pega” por parte da criança é recomendado que seja fornecido o alimento sem restrições de horários e de tempo - “amamentação em livre demanda”. Uma boa pega requer um abocanhamento não apenas do mamilo como também da auréola formando assim um lacre perfeito.
                                                                 
Estudos realizados evidenciaram que o uso da mamadeira (biberão) e da chupeta favorecem o desmame precoce e podem ser uma fonte de contaminação. PALMER (6) considera que o uso da chupeta está associado a uma maior ocorrência da candidíase oral, otite média e de alterações do palato.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) (7) destaca quatro pontos-chave que caracterizam o posicionamento e pega adequados:
Posicionamento adequado
1. Rosto do bebé de frente para a mama, com nariz na altura do mamilo;
2. Corpo do bebé próximo ao da mãe;
3. Bebé com cabeça e tronco alinhados (pescoço não torcido);
4. Bebé bem apoiado.
Pega adequada
1.Aréola visível acima da boca do bebé;
2. Boca bem aberta;
3. Lábio inferior virado para fora;
4. Queixo tocando a mama. 
Para haver uma óptima produção de leite é necessário que a mãe esteja bem nutrida e hidratada. É muito comum observar um aumento do apetite e um maior consumo hídrico, devendo este não ser exagerado. No caso das mães vegetarianas é importante alertar para importância de ingerir proteínas e vitaminas em quantidade suficiente.
Alguns estudos citam algumas recomendações para as mães nesta fase:
- Consumir dieta variada, incluindo pães e cereais, frutas, legumes, verduras derivados do leite e carnes;
- Consumir três ou mais porções de derivados do leite por dia;
- Esforçar-se para consumir frutas e vegetais ricos em vitamina A;
- Certificar-se de que a sede está sendo saciada;
- Evitar dietas e medicamentos que promovam rápida perda de peso (mais de 500g por semana);
- Consumir com moderação café e outros produtos cafeinados.
O comportamento dos bebés é muito variável, visto serem diferentes uns dos outros. Cada um tem sua própria personalidade, sensibilidade, vivenciam momentos diferentes, tanto durante a vida intra-uterino como durante o parto, e tem direitos específicos assegurados. A Declaração de Barcelona sobre os direitos da mãe e do recém-nascido de 2001 refere que o recém-nascidoé uma pessoa com direitos específicos, que ele não pode exigir por si próprio devido à sua imaturidade física e mental. Estes direitos impõem obrigações e responsabilidades à sociedade, que as instituições legislativas e executivas de todos os países devem reforçar. É um ser livre, com dignidade, com direito à vida e a cuidados de saúde adequados, que lhe permita um óptimo desenvolvimento físico, mental, espiritual, moral e social”.

O enfermeiro tem o papel de facilitador do processo de transição para maternidade. Desenvolve competências globais e específicas com o intuito de ajudar a mãe a delinear um projecto de maternidade eficaz. Utilizando linguagem simples e acessível, este técnico incentiva e apoia o aleitamento materno; procura diminuir a insegurança, desconforto, sofrimento e sentimentos de incompetência; detecta precocemente situações de risco e garante uma assistência multidisciplinar rápida e segura; promove espaços para troca de ideias e sentimentos, esclarecendo dúvidas, ajudando ultrapassar obstáculos/dificuldades; têm em atenção a história, os hábitos, costumes, as particularidades de cada um e uma visão ampla da saúde; orienta para práticas fundamentadas em bases científicas. Segundo a UNICEF 2002 (7) os enfermeiros devem estar ao lado da mãe, orientando-a no início do aleitamento materno e ajudando-a na busca de soluções para suas dúvidas.
Estes profissionais também estão atentos às crianças com necessidades especiais, mães e bebés em situação de vulnerabilidade, sobretudo em questões complexas como maus-tratos, negligência, abandono ou qualquer outra situação de perigo eminente. Procuram responder de forma adequada e rápida orientando-se segundo os princípios éticos e deontológicos da profissão, em conjunto com outros profissionais de saúde e instituição, observando atentamente leis e recomendações específicas como por exemplo a Lei de Protecção de Crianças e Jovens em Perigo, entre outras.
A família é a primeira célula de socialização dos indivíduos. É um espaço emocional e afectivo. É o primeiro ambiente que prepara verdadeiramente o homem para a relação com o seu semelhante. (8)
Durante suas intervenções assistenciais/educativas, o enfermeiro deve procurar incluir às pessoas mais significativas para a gestante/puérpera, como o companheiro, a mãe, os filhos mais velhos, entre outros, para que estes possam ajuda-la de forma segura em momentos de dificuldade.
A OMS (9) disponibiliza alguns recursos muito utilizados no aconselhamento e um plano de actuação:
- Praticar não só a comunicação verbal como também à não-verbal (gestos, expressão facial, entre outras).
- Remover barreiras como mesa, papéis, promovendo uma maior aproximação entre a mulher e o profissional de saúde;
- Usar linguagem simples e acessível;
- Dar espaço para a mulher falar. Para isso, é necessário dedicar tempo para ouvir, prestando atenção no que a mãe está dizendo e no significado de suas falas.
- Demonstrar empatia, ou seja, mostrar à mãe que os seus sentimentos são compreendidos, colocando-a no centro da situação e da atenção do profissional;
- Evitar palavras que soam como julgamentos, como, por exemplo, certo, errado, bem, mal, etc.
- Aceitar e respeitar os sentimentos e as opiniões das mães, sem, no entanto, precisar concordar ou discordar do que ela pensa;
- Reconhecer e elogiar condutas correctas realizadas pela mãe.
- Oferecer poucas informações em cada aconselhamento, prendendo-se a situação do momento;
- Fazer sugestões em vez de dar ordens;
- Oferecer ajuda prática;
- Conversar com as mãe sobre as sua condições de saúde e a do bebé, explicando-lhe todos os procedimentos e condutas. 
O plano de actuação deve incluir nos seguintes níveis:
- Promover um crescimento e desenvolvimento adequado ao recém-nascido;
- Educar a família para que proporcione ao lactente nutrientes suficientes para crescer prevenindo a desnutrição, obesidade e alergias;
- Estruturar o ambiente para o desenvolvimento das interacções da criança com o meio;
- Desenvolver nos pais capacidades para cuidar a criança, promovendo a saúde e prevenindo a doença.
Para finalizar é importante que todas as mães estejam conscientes da importância do aleitamento materno nos primeiros meses de vida; que sejam incentivadas e devidamente informadas sobre seus direitos; que existam políticas de saúde claras de promoção ao aleitamento materno, principalmente nos países onde persistem taxas assustadores de mortalidade infantil; que os sistemas de informação em saúde forneçam dados precisos para priorização de necessidades; que os técnicos de saúde recebam formação adequada a ponto de sentirem capacitados para prestar uma assistência totalmente livre de riscos; que a saúde seja um tema dominante nos diferentes discursos sociais e políticos e que todas as crianças sejam consideradas não só parte do processo produtivo da espécie humana, mais também o resultado de uma maturação psicológica influenciada pelo ambiente social, cultural, económico, político, geográfico…pelo mundo.


Bibliografia
1- GRASSI, M.S; et.al - Fatores imunológicos do leite humano. Universidade de São Paulo. São Paulo, SP, Brasil Pediatria (São Paulo) 2001. Disponível: http://www.pediatriasaopaulo.usp.br/upload/pdf/532.pdf
2- UNICEF/Comissão Nacional Iniciativa Hospitais Amigos dos Bebés - Manual de aleitamento materno Comité Português. Edição 2008 Depósito Legal: 176764/02 ISBN: 96436 Disponível: www.unicef.pt/docs/manual_aleitamento.pdf
3-AMORIM, M.M; ANDRADE, E.R. - Atuação do Enfermeiro no PSF sobre Aleitamento Materno. Vol 3, Nº 9, 2009. Disponível:
4-Sociedade Brasileira de Pediatria -Manual de orientação para alimentação do lactente, do pré-escolar, do escolar, do adolescente e na escola. Departamento Científico de Nutrologia. 2006. Disponível:
5-Informe de Atenção Básica – Mortalidade Infantil Ano 1, Agosto 2000. Disponível:
6-PALMER, B. - The influence of breastfeeding on the development of the oral cavity: a comentary. J. Hum. Lact., [S.l.], v. 14, p. 93-8, 1998.

7-UNICEF - Como o leite materno protege os recém-nascidos. Documento sobre o mês de amamentação. Disponível:
8-D’AGOSTINO, F - Elementos para una Filosofia de la Família, Madrid, RIALP 2002
9-Ministério da Saúde - Saúde da Criança: Nutrição Infantil. Cadernos de Atenção Básica Nº23. Brasília, Distrito Federal. 2009. Disponível:

10-DINIZ, R.L.P. Avaliação do Programa de Incentivo ao Aleitamento Materno do Hospital Geral César Cals um Hospital Amigo da Criança em Fortaleza – Ceará. (Dissertação de Mestrado). Fortaleza-CE, 2003. Disponível: http://www.esp.ce.gov.br/paginas/Dissertações_Teses/AvaliacaoProgIncentivoAleitamentoHGCC.pdf.
11-Lei de Protecção de Crianças e Jovens em Perigo - Lei n.º 147 / 99 de 1 de Setembro.
12-Mercer, R. (2004). Becoming a mother versus maternal role attainment. Journal of Nursing Scolarship. 36(3), p. 226-232.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Cientistas descobrem dez novos tipos de câncer de mama

                      Câncer de mama é o mais comum entre as mulheres. 19/04/2012 14h27 

      Cientistas descobrem dez novos tipos de câncer de mama. Câncer de mama é o mais comum entre as mulheres. Só no Brasil, este ano, são esperados 52 mil novos casos da doença. Cientistas europeus e canadenses conseguiram identificar dez tipos diferentes de câncer de mama, o que permitirá a criação de tratamentos específicos e mais eficazes para cada caso.
      O estudo foi comandado por um cientista português da Universidade de Cambridge, na Inglaterra. Ainda faltam testes clínicos, mas tudo indica que até 2015, as mulheres já poderão se beneficiar da descoberta. Um dos benefícios é que as terapias genéricas poderão ser evitadas. Na pesquisa, o câncer de mama foi comparado a um mapa mundi.
      Os teste atuais dividem os tumores em grandes continentes, já a nova técnica dará mais detalhes ao mapa. Com isso, os médicos deixarão de identificar o câncer de mama com base no formato e passarão a focar na estrutura genética.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Multirão contra Dengue - Saúde da Família & FAP

Nos dias 17 e 18 os acadêmicos do 7º bloco de enfermagem da FAP participaram do multirão contra Dengue em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde da Ilha Grande. A atividade foi desenvolvida nas localidades do Barro Vermelho e Labino com visitas domiciliares, panfletagem e distribuição de sacos de lixo para posterior coleta. O trabalho contou ainda com a participação da equipe de saúde da família da área, professores e alunos das escolas municipais. Os alunos foram incentivos a produzir cartazes tendo como tema principal a prevenção contra dengue. Foram visitados 93 domicílios.

Ministério da Saúde reforça calendário de vacinação da criança


Brasil  está se preparando para a erradicação mundial da pólio. Neste ano, o país amplia o Calendário Básico de Vacinação da Criança  com a introdução da vacina injetável contra pólio, feita com vírus inativado. A nova vacina será utilizada no calendário de rotina, em paralelo com a campanha nacional de imunização, essa realizada com as duas gotinhas da vacina oral. A injetável, no entanto, só será aplicada para as crianças que estão iniciando o calendário de vacinação.
Outra novidade para 2012 será a vacina pentavalente, que reúne em uma só dose a proteção contra cinco doenças (difteria, tétano, coqueluche, Haemophilus influenza tipo b e hepatite B).  Atualmente, a imunização para estas doenças é oferecida em duas vacinas separadas.
introdução da Vacina Inativada Poliomielite (VIP) , com vírus inativado, vem ocorrendo em países que já eliminaram a doença. A Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), no entanto, recomenda que os países das Américas continuem utilizando a vacina oral, com vírus atenuado, até a erradicação mundial da poliomielite, o que garante uma proteção de grupo. O vírus ainda circula em 25 países. O Brasil utilizará um esquema sequencial, com as duas vacinas, aproveitando as vantagens de cada uma, mantendo, assim, o país livre da poliomielite. A VIP será aplicada aos dois e aos quatro meses de idade e a vacina oral será utilizada nos reforços, aos seis e aos 15 meses de idade.
Agenda – A VIP será introduzida no calendário básico a partir do segundo semestre desse ano. As campanhas anuais contra poliomielite também serão modificadas a partir de 2012. Na primeira etapa – a ser realizada em 16 de junho – tudo continua como antes: todas as crianças menores de cinco anos receberão uma dose de VOP, independente de terem sido vacinadas anteriormente. Na segunda etapa – que ocorrerá em agosto –  todas as crianças menores de cinco anos devem comparecer aos postos de saúde, levando o Cartão de Vacinação. A caderneta será avaliada para a atualização das vacinas que estiverem em atraso. Essa segunda etapa será chamada de Campanha Nacional de Multivacinação, possibilitando que o país aumente as coberturas vacinais, atingindo as crianças de forma homogênea, em todos os municípios brasileiros.
Esquema sequencial da vacinação contra poliomielite
IdadeVacina
2 mesesVacina Inativada poliomielite – VIP
4 mesesVIP
6 mesesVacina oral poliomielite (atenuada) – VOP
15 mesesVOP
Pentavalente – A inclusão da vacina pentavalente no calendário da criança também será feita a partir do segundo semestre de 2012. A pentavalente combina a atual vacina tretavalente (difteria, tétano, coqueluche, haemophilus influenza tipo b) com a vacina contra a hepatite B. Ela será produzida em parceria com os laboratórios Fiocruz/Bio-Manguinhos  e Instituto Butantan . As crianças serão vacinadas aos dois, aos quatro e aos seis meses de idade.
Com o novo esquema, além da pentavalente, a criança manterá os dois reforços com a vacina DTP (difteria, tétano, coqueluche). O primeiro a partir dos 12 meses e, o segundo reforço, entre 4 e 6 anos. Além disso, os recém-nascidos continuam a receber a primeira dose da vacina hepatibe B nas primeiras 12 horas de vida para prevenir a transmissão vertical.
Heptavalente – No prazo de quatro anos, o Ministério da Saúde  deverá transformar a pentavalente em heptavalente, com a inclusão das vacinas inativada poliomielite e meningite C conjugada. “As vacinas combinadas possuem vários benefícios, entre eles o fato de reunir, em apenas uma injeção, vários componentes imunobiológicos. Além disso, os pais ou responsáveis precisarão ir menos aos postos de vacinação, o que poderá resultar em uma maior cobertura vacinal”, observa o ministro Alexandre Padilha .
A vacina heptavalente será desenvolvida em parceria com laboratórios o Ministério da Saúde , a Fiocruz/Bio-Manguinhos , o Instituto Butantan , e Fundação Ezequiel Dias . A tecnologia envolvida é resultado de um acordo de transferência entre o Ministério da Saúde, por meio da Fiocruz, e o laboratório Sanofi.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, explica que essas mudanças integram a política de aperfeiçoamento doPrograma Nacional de Imunizações (PNI)  e estão em consonância com a meta de inovação e de produção nacional do Complexo Econômico e Industrial de Saúde. “Queremos estimular o desenvolvimento tecnológico e diminuir a dependência do mercado externo”, afirma Padilha.
O secretário Jarbas Barbosa destaca outras vantagens das vacinas combinadas, como a economia de custos dos imunobiológicos e de logística operacional. “São produtos que reúnem um número maior de antígenos capazes de estimular a resposta imunológica contra mais de um agente infeccioso, vírus ou bactéria. Tudo isso em única apresentação”, observa o secretário.
Investimento – Com a implantação da pentavalente haverá uma economia de R$ 700 mil ao ano, devido à redução no preço da vacina, além da diminuição do custo de operacionalização (transporte, armazenamento, seringas e agulhas).  No decorrer desse ano, o Ministério da Saúde irá adquirir oito milhões e oitocentas mil doses da pentavalente, a um custo de R$ 91 milhões. Também serão adquiridas outras oito milhões de doses da Vacina Inativada Poliomielite, ao custo de R$ 40 milhões. Para a manutenção de estoque estratégico, já foram compradas, em dezembro do ano passado, três milhões de doses da VIP, por R$ 15 milhões.
Fonte: Ministério da Saúde  & Blog Amor e Luz by Danielle Ferreira
Publicado no dia 12/01/12 no blog.saúde.gov.br


Confira como ficou o novo Calendário de Vacinação Infantil 2012.

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