Mostrando postagens com marcador sintomas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador sintomas. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

INFECÇÃO POR HPV NO COLO DE ÚTERO

Quais são os sintomas do câncer do colo do útero?

Não apresenta sintomas até atingir nível mais avançado, a partir daí existe corrimento avermelhado com consistência aquosa e sangramento durante relação sexual.

Qual é a relação entre HPV e câncer do colo do útero?

O HPV é o responsável pelo câncer do colo do útero, podemos dizer que praticamente 100% dos cânceres do colo do útero contêm HPV .

Então se tenho HPV necessariamente irei desenvolver câncer do colo do útero?

Isto não é verdade, a maioria da população sexualmente ativa (cerca de 75%) entra em contato com o HPV e elimina espontaneamente o vírus do organismo sem mesmo desenvolver qualquer doença. Outros terão uma infecção transitória com duração média de 12 a 18 meses e menos de 1% corre o risco de ter câncer do colo do útero.
Além do HPV , são necessários outros co-fatores para, por exemplo, predisposição genética, fumo, alimentação inadequada e estresse. A infecção pelo HPV não se transforma em câncer do colo do útero de um dia para outro, por isso não existe motivo para desespero e angústia. Quando o HPV causa lesão no colo do útero, esta lesão passa por três etapas antes de se transformar em câncer. Os médicos costumam chamar estas etapas de neoplasia intra-epitelial cervical (NIC) grau 1, 2 e 3. O tratamento nestas etapas cura completamente a doença e impede a progressão para câncer, além de não interferir na capacidade de ter filhos da mulher.

Quais são os sintomas da infecção pelo HPV ou da NIC (neoplasia intra-epitelial cervical)?

A infecção pelo HPV ou NIC geralmente não apresenta sintomas, algumas pessoas desenvolvem verrugas genitais e outras lesões na vulva, vagina, colo do útero e ânus que se não tratadas podem evoluir para câncer do colo do útero. Estas lesões são diagnosticadas pelo Papanicolaou e através de exames chamados colposcopia, vulvoscopia e anuscopia.

Se as verrugas genitais não forem tratadas, podem evoluir para câncer do colo do útero?

O papilomavírus humano (HPV) pertence a uma ampla família de vírus e mais de 45 tipos diferentes podem infectar a pele dos órgãos genitais. Quase todos os tipos foram muito bem estudados e hoje se sabe que o grupo de HPV que causa lesão pré-cancerígena ou cancerígena (chamado grupo de alto risco oncogênico) não é o mesmo que geralmente causa as verrugas genitais (chamado de grupo de baixo risco oncogênico). Em 90-95% dos casos, as verrugas genitais são causadas por HPV do grupo de baixo risco. Entretanto, não se deve postergar o tratamento das verrugas genitais, não apenas pelo aspecto estético desagradável , mas também pelo risco de crescimento em extensão e tamanho das lesões e alta contagiosidade (transmissão para parceiros).

Como posso prevenir o câncer do colo do útero?

Realizando Papanicolaou e colposcopia regularmente. O Papanicolaou detecta a presença de lesões em até 80% das vezes que ela está presente. Se houver associação do Papanicolaou com a colposcopia a detecção da lesão ocorrerá em praticamente 100% das vezes.

O que é Papanicolaou?

Também chamado pelos médicos de esfregaço cérvico-vaginal. O colo do útero é raspado com uma espátula e o material coletado (células) é colocado em uma lâmina de vidro. Este material recebe uma preparação especial e é lido por um médico citologista.

O laudo citológico pode ser fornecido utilizando várias nomenclaturas, veja o significado:
ClassificaçãoInterpretaçãoOrientação
PapanicolaouSistema de Bethesda  
Classe INegativo para células neoplásicas ou negativas para malignidadeNORMALRepetir exame em 1 ano ou conforme orientação de seu médico
Classe IIInflamatórioNORMAL, pode ter sido colhido na 2a fase do ciclo ou pode existir alguma inflamação tipo corrimentoRepetir exame em 1 ano ou conforme orientação de seu médico e tratar inflamação se necessário.
Atipia celular escamosaASCUSLeve suspeita de alteraçãoNecessário realizar colposcopia e se necessário biópsia dirigida. O tratamento será definido conforme o resultado da biópsia.
Atipia celular glandularAGUS - células glandulares atípicasSuspeita de alteraçãoNecessário realizar colposcopia e se necessário biópsia dirigida. O tratamento será definido conforme o resultado da biópsia. Se a mulher não menstruar mais, é necessário investigação do revestimento de dentro do útero (endométrio).
Classe IIILSIL - lesão intra-epitelial de baixo grauALTERADONecessário realizar colposcopia e se necessário biópsia dirigida. O tratamento será definido conforme o resultado da biópsia.
Classe IIIHSIL - lesão intra-epitelial de alto grauALTERADONecessário realizar colposcopia e se necessário biópsia dirigida. O tratamento será definido conforme o resultado da biópsia.
Classe IVHSIL - lesão de alto grauALTERADONecessário realizar colposcopia e se necessário biópsia dirigida. O tratamento será definido conforme o resultado da biópsia.
Classe VSuspeita de câncerALTERADONecessário realizar colposcopia e se necessário biópsia dirigida. O tratamento será definido conforme o resultado da biópsia.

terça-feira, 4 de setembro de 2012

DIAGNÓSTICO CLÍNICO DA GESTAÇÃO

O diagnóstico clínico da gravidez baseia-se em sintomas referidos quando da anamnese e em sinais identificados durante o exame físico da paciente. Cada uma dessas informações carrega certo grau de confiabilidade, o que permite sejam elas agrupadas em sintomas e sinais de presunção, sinais de probabilidade e sinais de certeza da gravidez. 
Os principais sintomas de presunção são: 
Náuseas: são, talvez, o sintoma que melhor caracteriza a gestação que se inicia. Provável resultado da adaptação materna ao hormônio Gonadotrófico Coriônico (hCG), e os enjoos são potencializados por diversas situações orgânicas. 
Distúrbios urinários: durante o primeiro trimestre da gravidez, o útero em crescimento exerce pressão sobre a bexiga materna e pode causar polaciúria, sintoma que surge por volta da 6º semana de gestação. Com o evoluir da gestação, o útero ganha a cavidade abdominal e a frequência urinária gradativamente diminui. 
Fadiga e sonolência: são sintomas frequentes da gravidez inicial, provável decorrência da vasodilatação observada no organismo materno. 



Percepção dos movimentos fetais: a partir de 16 semanas de gravidez (multíparas) ou de 20 semanas (primigestas), a grávida passa a perceber suaves ondulações abdominais, a principio referidas como movimentação intestinal que se acentua e, com a evolução da gestação, se evidenciam como movimentos fetais. 
Os principais sinais de presunção são: 
Falha menstrual: O atraso da menstruação é o sinal mais precoce da gravidez, crescendo de importância na presunção da gestação quando ocorre em mulher jovem, hígida, que não esteja fazendo uso de método contraceptivo e com ciclos menstruais regulares e vida sexual ativa. 
Modificações mamárias: a partir de 5 semanas de gravidez, inicia-se processo de congestão que torna as mamas doloridas. Com 8 semanas, demais de congestas, as mamas mostram aréolas mais escuras, nelas surgindo projeções secundárias (os chamados "tubérculos de montgomery"). Com 16 semanas, já é possível delas extrair colostro e observa-se aumento da vascularização venosa (a chamada "rede de Haller"). Com 20 semanas, os limites dos mamilos tornam-se imprecisos por aumento da pigmentação, constituindo a aréola secundária (o chamado "sinal de Hunter").



Alterações do muco cervical: o incremento na produção da progesterona, característico da gestação inicial, diminui a concentração de sódio nas secreções do colo uterino, elemento necessário para que o muco cervical, quando cristalizado por desidratação, exiba padrão arboriforme. Muco cervical abundante e fluido, que quando desidratado, cristaliza-se com imagem microscopia semelhante a folhas de samambaia, fala contra a gravidez. 
Transformações cutâneas: embora muito pouco sensível e específico, o surgimento de cloasma ou da linha nigra, o primeiro decorrente da hiperpigmentação da face e a segunda do aumento da concentração de melanina na linha alba, e o aparecimento de estrias, sugerem gravidez. 

Os principais sinais de probabilidade são:

Sinal de Hegar: com 6 a 8 semanas de gravidez, o útero adquire consistência elástica e amolecida, principalmente na região do seu istmo, o que permite seja ele fletido sobre o colo uterino quando examinado simultaneamente pela palpação abdominal e pelo toque vaginal. Tem-se a sensação de que o corpo do útero está separado do cérvice.

Sinal de Piskacek: a implantação ovular faz com que o útero cresça de forma assimétrica e adquirida, nessa região, consistência amolecida e forma abaulada, se comparada ao restante do órgão.

Sinal de Nobile-Budin: quando o toque bidigital examina os fundos-de-saco vaginais, pode-se perceber que eles estão preenchidos pelo útero gravídico que assumiu forma globosa.

Sinal de Osiander: também pelo toque vaginal, pode-se sentir a pulsação arterial no fundo-de-saco, achado característico de crescimento uterino rápido.

Sinal de Jacquemier ou Chewick: por volta de 8 semanas de gravidez, a vulva, congesta, assume coloração violácea, facilmente observável à inspeção.

Sinal de Kluge: aqui, a cor violácea pode ser visualizada na mucosa vaginal, também resultado da congestão do órgão.

Volume Uterino: o útero grávido é palpável no abdome materno, logo acima da sínfise púbica, com 12 semanas de gestação. Com 16 semanas, ele deve estar a meio caminho entre a sínfise e a cicatriz umbilical. Com 20 semanas, atinge a cicatriz umbilical e, em torno de 40 semanas, o apêndice xifoide.



Os principais sinais de certeza são:

Ausculta dos Batimentos do Coração Fetal: pode-se auscultar os batimentos cardíacos do concepto empregando-se 2 técnicas distintas: com o sonar doppler, a partir de 12 semanas de gravidez, e com o estetoscópio de Pinard, após 20 semanas.

Sinal de Puzos: durante o toque vaginal, produz-se discreto impulso no útero, através do fundo-de-saco anterior, que deslocará o feto no líquido amniótico para longe do dedo do examinador. A tendência do retorno do concepto à sua posição primitiva fará com que ele seja novamente palpado, transmitindo ao examinador a sensação do rechaço fetal. É sinal que pode ser observado a partir de 14 semanas de gravidez.

Percepção dos Movimentos Fetais: com 18 a 20 semanas de gestação, já é possível ao examinador palpar partes identificáveis do corpo fetal e perceber seus movimentos. Importante salientar que a movimentação fetal como sinal de certeza da gravidez deve ser percebido pelo obstetra, carecendo de precisão o relato da gestante.