terça-feira, 10 de abril de 2012

Climatério e menopausa por Drauzio Varella

Climatério e menopausa não são sinônimos. Climatério é uma fase de limites imprecisos na vida feminina; compreende a transição do período reprodutivo para o não reprodutivo. Menopausa, ao contrário, tem data para começar: a da última menstruação da vida.
      Enquanto o homem espalha centenas de milhões de espermatozóides a cada ejaculação, a mulher investe toda a energia na produção de um único óvulo por mês. Todos os óvulos que produzirá terão sua origem em células germinativas (ou folículos) dos ovários já presentes no instante do nascimento. As meninas nascem com um a dois milhões dessas células germinativas.
Em cada ciclo menstrual um comando hormonal complexo recruta um grupo de folículos para produzir o óvulo daquele mês. Os que perderem a oportunidade enfrentarão a impiedosa seleção natural, e morrerão. Por causa dessa competição, quando chegar a primeira menstruação, o número de folículos estará reduzido a cerca de 400 mil.
      Os folículos em luta para formar óvulos são os principais produtores dos hormônios sexuais que fazem a fama das mulheres. O folículo é a unidade funcional do ovário. Mulher nenhuma é capaz de formar novos folículos para repor os que se foram. Quando morrem os últimos deles, os ovários entram em falência e as concentrações de estrogênio e progesterona caem irreversivelmente.
      De cada quatro mulheres, pelo menos três experimentam sintomas desagradáveis no climatério. As ondas de calor resultantes de sintomas vasomotores são os mais típicos; estão presentes em 60% a 75% das mulheres. Surgem inesperadamente como crises de calor sufocante no tórax, pescoço e face, muitas vezes acompanhadas de rubor no rosto (a temperatura da pele chega a subir cinco graus), sudorese (que pode ser profusa), palpitações e ansiedade. As crises geralmente duram de um a cinco minutos e podem repetir-se diversas vezes por dia.
      A queda dos níveis dos hormônios sexuais altera a consistência do revestimento da vagina, da uretra e das fibras do tecido conjuntivo que conferem sustentação à mucosa dessas regiões. Podem surgir incontinência urinária, ardência à micção, facilidade para adquirir infecções urinárias e corrimentos ginecológicos. Os músculos que formam o assoalho responsável pela sustentação dos órgãos genitais e bexiga urinária enfraquecem e podem surgir prolapsos (útero e bexiga caídos). Os pêlos pubianos ficam mais ralos, os grandes lábios mais finos, a mucosa vaginal perde elasticidade e flexibilidade podendo sangrar e doer à penetração. Diminuição da resposta à estimulação clitoriana, secura vaginal e redução da libido são queixas freqüentes. A fisiologia do orgasmo, no entanto, não é alterada.
      A falta de estrogênio resseca e torna a pele mais fina, enrugada, menos elástica e as unhas frágeis. Os pelos pubianos e axilares se tornam mais ralos. O colágeno da derma mais profunda começa a ser perdido a uma velocidade média de 2% ao ano, durante os 10 primeiros anos de menopausa.
      Ricas em receptores para estrogênio e progesterona, as células das glândulas mamárias se hipotrofiam com a falta desses hormônios. O espaço deixado entre elas é substituído por tecido gorduroso. As mamas se tornam mais flácidas, o mamilo fica mais achatado e perde parcialmente capacidade de ereção.
      A partir da menopausa, 1% a 4% da massa óssea é reduzida a cada ano que passa. A perda é mais sentida nas vértebras e nas extremidades dos ossos longos. Mulheres de raça branca ou amarela, baixa estatura, peso corpóreo baixo e com história familiar de osteoporose são mais suscetíveis. Além desses, há fatores evitáveis que aumentam o risco de perda óssea: dietas pobre em cálcio, com excesso de vitamina D, ingestão exagerada de cafeína, de álcool, tabagismo, vida sedentária e o uso de certos medicamentos.
      Através de mecanismos mal conhecidos, menor produção de estrogênio modifica os níveis de dopamina, noradrenalina e serotonina em certas áreas do sistema nervoso central. Como conseqüência, as mulheres no climatério estão sujeitas a quadros depressivos, dificuldade de memorização, irritabilidade, melancolia, crises de choro, humor flutuante e labilidade emocional.
      Mulheres de 45 a 55 anos, que ainda menstruam, apresentam apenas um terço das doenças cardiovasculares dos homens nessa faixa etária. A chegada da menopausa aumenta gradualmente a incidência dessas enfermidades no sexo feminino, até igualar-se a dos homens ao redor dos 70 anos.

GABARITO PROVA SAÚDE DA MULHER TARDE 2012.1


1 - A
2 - C
3 - D
4 –  C (3;2;4;1)
5 - B
6 – E
7 - A
8 – descritiva a discutir em sala – exame especular e toque
9 – descritiva a discutir em sala
10 -  descritiva a discutir em sala



Edital para o PIC - Saúde - FAP 2012

      As inscrições iram até o dia 11/04/2012, portanto os acadêmicos que estejam interessados em participar das pesquisas, façam sua inscrição no protocolo da FAP.
      A pesquisa cientifica objetiva fundamentalmente contribuir para a evolução do conhecimento humano em todos os setores, sendo sistematicamente planejada e executada segundo rigorosos critérios de processamento das informações. Será chamada pesquisa científica se sua realização for objeto de investigação planejada, desenvolvida e redigida conforme normas metodológicas consagradas pela ciência.  Os trabalhos de graduação e de pós-graduação, para serem considerados pesquisas científicas, devem produzir ciência, ou dela derivar, ou acompanhar seu modelo de tratamento.
                  Alguns pesquisadores conceituam pesquisa da seguinte forma:
ž   Conjunto de procedimentos sistemáticos, baseado no raciocínio lógico, que tem por objetivo encontrar soluções para problemas propostos, mediante a utilização de métodos científicos (ANDRADE, 2003, p. 121);
ž   Procedimento racional e sistemático que tem como objetivo proporcionar respostas aos problemas propostos (GIL, 1987, p. 19);
ž   Atividade voltada para a solução de problemas através do emprego de processos científicos (CERVO e BERVIAN, 1983, p. 50).
Portanto a pesquisa científica proporciona um crescimento imensurável e inigualável ao acadêmico.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

PROJETOS DISPONÍVEIS PARA O PROGRAMA DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA (PIC)
ANEXO I – EDITAL DAG/2011
Parnaíba-PI, 02 de março de 2012.
Marlinda Pessôa Araújo
Diretora Acadêmica da FAP

Pesquisa:  REMAPEAMENTO E REDISTRIBUIÇÃO DAS UNIDADES BÁSICAS DE SAÚDE E DOS AGENTES COMUNITÁRIOS DE SAÚDE DA CIDADE DE PARNAÍBA –PI: UM MODELO ASSISTENCIAL  (Professores JOSÉ DE RIBAMAR XAVIER BATISTA, GRACYANNE MARIA MACHADO VIEIRA, MAYLLON VERAS DA SILVA)
Pesquisa: A PRATICA DE ATIVIDADE FÍSICA NA BUSCA DA QUALIDADE DE VIDA: PERFIL DOS PRATICANTES DE CAMINHADA DA CIDADE DE PARNAÍBA - PI (Professores: MARCO ANTÔNIO LEITÃO BATISTA,  FRANCISCA PORTELA DA CUNHA, SUZANNE ARAGÃO MARINHO)
Pesquisa: ANÁLISE DA DISTRIBUIÇÃO ESPACIAL DA GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA NO MUNICÍPIO DE PARNAÍBA - PI (Professores: FLÁVIO FURTADO FARIAS, KATRINE PRADO NASCIMENTO, DANIELLE DE SOUSA BEZERRA )
Pesquisa: MOTIVAÇÃO/DESMOTIVAÇÃO DO PACIENTE PSIQUIÁTRICO ÀS OFICINAS TERAPÊUTICAS (Professores: CLEIDIANE MARIA SALES DE BRITO, DANIEL RODRIGUES DE FARIAS, KEYLA MARIA GOMES MOREIRA COELHO)
"PROGRAMAÇÃO CULTURAL DO 15° CBCENF - FORTALEZA CE

Dia 09.08 ( 5a.feira )
Abertura Solene: Orquestra + Sopra mulheres
Show: Aviões do Forró

Dia 10.08 ( 6a. Feira )
Jantar: Sugestão de Bandas locais ( Acaiaca ou Caribean Kings )
Não haverá show no Pavilhão"

GABARITO PROVA SAÚDE DA MULHER NOITE 2012.1



1 - C
2 - C
3 - D
4 –  A (3;2;4;1)
5 - B
6 – E
7 - A
8 – descritiva a discutir em sala – exame especular e toque
9 – descritiva a discutir em sala
10 -  descritiva a discutir em sala


  
Este é o gabarito oficial da avaliação aplicada no 7º bloco do período noturno da Faculdade Piauiense. 
Obs: pode haver alterações na 5ª questão.

domingo, 8 de abril de 2012

Novo contraceptivo promete ajudar a diminuir o risco de contágio da Aids




Um método revolucionário promete deixar as mulheres mais tranquilas com relação à proteção contra o vírus da Aids. Por meio de uma combinação entre anel vaginal e antirretrovirais, medicamento utilizado no tratamento de paciente com HIV, o novo contraceptivo tem por objetivo eliminar a capacidade de contaminação pelo vírus, com um método que é praticamente imperceptível para o parceiro.

A Sociedade Internacional de Microbicidas (IPM, na sigla em inglês) já está preparando um estudo com 280 mulher na África e pretende avaliar a segurança e aceitabilidade do novo método por parte do sexo feminino.

Leia a matéria na íntegra no portal O Globo Online