domingo, 8 de abril de 2012

“ANAMNESE E EXAME GINECOLÓGICO”

      A consulta consta basicamente de entrevista ou anamnese e do exame físico, a partir dos quais surge a hipótese diagnóstica, que em alguns casos será confirmada por exames complementares. Segue-se a conduta terapêutica, em função dos dados obtidos.
      A anamnese e o exame ginecológico não devem ser reduzidos apenas à queixa ginecológica e ao exame dos órgãos genitais, pois se sabe que muitas vezes o ginecologista é o médico assistente daquela paciente e nem sempre o exame pélvico é o elemento mais importante que permite o diagnóstico da doença que a acomete.
      O exame ginecológico consta de exame físico geral, exame físico especial (mamas, axilas, baixo-ventre e regiões inguino-crurais), exame genital (avaliação de órgãos genitais externos e internos - exame especular e toque genital, vaginal e retal) e exames complementares.
      Deve-se estabelecer uma boa relação profissional–paciente, criando um vínculo que permita, além de abordar as queixas da paciente e realizar o exame físico sem causar maior desconforto ou constrangimento, ter uma idéia global das condições biopsicossociais da paciente.

I. ANAMNESE
      A relação médico-paciente é extremamente importante na anamnese. A consulta ginecológica não significa apenas a anotação fria dos dados fornecidos pela paciente e aqueles colhidos pelo médico; ela exige uma perfeita interação entre o médico e a paciente, desde a sua chegada até o momento de sua saída. Todos os itens da anamnese citados abaixo são importantes e devem ser pesquisadas com atenção.
• Identificação: devemos obtê-la através dos dados da idade, cor, estado civil, profissão, endereço, local de origem, nível sócio-econômico.
• Queixa principal e história da doença atual: serão investigadas em profundidade, procurando saber seu início, duração e principais características a ela relacionadas.
• Antecedentes gineco-obstétricos: desenvolvimento dos caracteres sexuais secundários, menarca, ciclo menstrual (detalhar alterações), data da última menstruação, presença ou não de dismenorréia e tensão
pré-menstrual, número de gestações e paridades com suas complicações, atividade sexual e métodos de anticoncepção, cirurgias, traumatismos, doenças, DST e Aids.
• História pessoal ou antecedentes: investigar quais as doenças apresentadas pela paciente durante sua existência – passado e presente.
• História familiar: antecedentes de neoplasia ginecológica (mama, útero, ovário) ou TGI; antecedentes de osteoporose; em algumas situações idade da menarca e menopausa materna e de irmãs.
• Revisão de sistemas: problemas intestinais, urinários, endócrinos e em outros sistemas.

II. EXAME FÍSICO

A. EXAME FÍSICO GERAL: Um exame geral completo é tão importante em ginecologia como em qualquer outro ramo da medicina. Embora o exame ginecológico seja dirigido naturalmente para a mama e órgãos pélvicos e abdominais, ele deve incluir uma observação geral do organismo.

EXAME DO ABDÔMEN:
A importância de se examinar o abdômen se explica pela repercussão que muitas patologias dos órgãos genitais internos exercem sobre o peritônio seroso e alguns dos órgãos viscerais. O abdômen deve ser examinado obrigatoriamente, pela inspeção e palpação, e, eventualmente, pela percussão e ausculta.

B. EXAME DAS MAMAS: Inspeção (estática e dinâmica) e palpação.
INSPEÇÃO:
• As mamas devem ser inspecionadas com a paciente sentada, com os braços pendentes ao lado do corpo (inspeção estática) e com a paciente realizando os seguintes movimentos (inspeção dinâmica): elevação dos membros superiores acima da cabeça, pressão sobre os quadris, inclinação do tronco para frente.
• O examinador deve observar a cor do tecido mamário; quaisquer erupções cutâneas incomuns ou descamação; assimetria; evidência de peau d’orange (“pele em casca de laranja“); proeminência venosa;
massas visíveis; retrações; ou pequenas depressões.
• A inspeção deve também incluir a procura de alterações na aréola (tamanho, forma e simetria); alterações na orientação dos mamilos (desvio da direção em que os mamilos apontam), achatamento ou inversão; ou evidência de secreção mamilar, como crostas em tornodo mamilo.
• O examinador deve relatar a presença de cicatrizes cirúrgicas prévias, nevos cutâneos, marcas congênitas e tatuagens.

PALPAÇÃO:
• A palpação das mamas abrange o exame dos linfonodos das cadeias axilares, supra e infraclaviculares, que deve ser realizado com a paciente na posição sentada.
• Ao examinar a axila, é importante que os músculos peitorais fiquem relaxados para que seja feito um exame completo da axila. Músculos contraídos podem obscurecer discretamente linfonodos aumentados
de volume.
• Para examinar os linfonodos axilares direitos o examinador deve suspender o braço direito da paciente, utilizando o seu braço direito; deve então fazer uma concha com os dedos da mão esquerda, penetrando o mais alto possível em direção ao ápice da axila. A seguir, trazer os dedos para baixo pressionando contra a parede torácica. O mesmo procedimento deve ser realizado na axila contralateral. O examinador deve observar o número de linfonodos palpados, bem como seu tamanho, consistência e mobilidade.
• As fossas supraclaviculares são examinadas pela frente da paciente ou por abordagem posterior.
• A melhor posição para examinar as mamas é com a paciente em decúbito dorsal, em mesa firme. Pede-se para a paciente elevar o membro superior ipsilateral acima da cabeça para tencionar os músculos peitorais e fornecer uma superfície mais plana para o exame. O examinador deve colocar-se no lado a ser palpado. Inicia-se o exame com uma palpação mais superficial, utilizando as polpas digitais em movimentos circulares no sentido horário, abrangendo todos os quadrantes mamários. Repete-se a mesma manobra, porém com maior pressão (não esquecer de palpar o prolongamento axilar mamário e a região areolar). Após examinar toda a mama, o mamilo deve ser espremido delicadamente para determinar se existe alguma secreção.
• Devem ser relatadas as seguintes alterações: presença de nódulos, adensamentos, secreções mamilares ou areolares, entre outras.

OBS.: existem pacientes que merecem um exame mais minucioso: gestantes, puérperas em lactação, portadoras de implantes protéticos e aquelas com história pregressa de câncer mamário.
Nas mulheres submetidas à mastectomia, deve-se examinar minuciosamente a cicatriz cirúrgica e toda a parede torácica (plastrão).

MÉTODOS DE REGISTRO DO EXAME FÍSICO:
• O melhor método para registrar os achados do exame físico mamário é uma combinação de descrição por escrito com um esquema gráfico mamário. Tumores e outros achados físicos devem ser descritos pelas seguintes
características:
1. Localização, por quadrante ou método do relógio;
2. Tamanho em centímetros;
3. Forma (redonda, oval);
4. Delimitação em relação aos tecidos adjacentes (bem circunscritos, irregulares);
5. Consistência (amolecida, elástica, firme, dura);
6. Mobilidade, com referência a pele e aos tecidos subjacentes;
7. Dor à palpação focal;
8. Aspecto das erupções,eritemas,outras alterações cutâneas ou achados visíveis (retração, depressão, nevos, tatuagens).

C. EXAME GINECOLÓGICO:
O exame satisfatório dos órgãos genitais depende da colaboração da paciente e do cuidado do médico em demonstrar segurança em sua abordagem no exame. Todos os passos do exame deverão ser comunicados previamente, em linguagem acessível ao paciente.

POSICIONAMENTO DA PACIENTE:
A posição ginecológica ou de litotomia é a preferida para a realização do exame ginecológico. Coloca-se a paciente em decúbito dorsal, com as nádegas na borda da mesa, as pernas fletidas sobre as coxas e, estas,
sobre o abdômen, amplamente abduzidas.
O exame dos órgãos genitais deve ser feito numa seqüência lógica:
a) órgãos genitais externos- vulva
b) órgãos genitais internos- vagina, útero, trompas e ovários

C.1. EXAME DOS ÓRGÃOS GENITAIS EXTERNOS:
      Pelo risco de contaminação do examinador e da paciente sugerimos que este exame seja efetuado com luvas (preferentemente as estéreis, descartáveis e siliconizadas). Estas deverão ser mantidas durante todo o exame e trocadas quando da realização do exame especular e toque vaginal.
      A inspeção dos órgãos genitais externos é realizada observando-se a forma do períneo, a disposição dos pêlos e a conformação externa da vulva (grandes lábios). Realizada esta etapa, afastam-se os grandes
lábios para inspeção do intróito vaginal. Com o polegar e o indicador prendem-se as bordas dos dois lábios, que deverão ser afastadas e puxadas ligeiramente para a frente. Desta forma visualizamos a face
interna dos grandes lábios e o vestíbulo, hímen ou carúnculas himenais, pequenos lábios, clitóris, meato uretral, glândulas de Skene e a fúrcula vaginal.
      Deve-se palpar a região das glândulas de Bartholin; e palpar o períneo, para avaliação da integridade perineal. Poderá ser realizada manobra de Valsalva para melhor identificar eventuais prolapsos genitais e incontinência urinária. Todas as alterações deverão ser descritas e, em alguns casos, a normalidade também.

C.2. EXAME DOS ÓRGÃOS GENITAIS INTERNOS:
C.2.1. EXAME ESPECULAR:
      É realizado através de um instrumento denominado espéculo. Os espéculos são constituídos de duas valvas iguais; quando fechados, as valvas se justapõem, apresentando-se como uma peça única. Os espéculos articulados são os mais utilizados, podendo ser metálicos ou de plástico, descartáveis, apresentando quatro tamanhos: mínimo (espéculo de virgem), pequeno (nº 1), médio (nº 2) ou grande (nº 3). Deve-se escolher sempre o menor espéculo que possibilite o exame adequado, de forma a não provocar desconforto na paciente. O material é inicialmente disposto sobre o segundo degrau da escadinha (colocada em frente à mesa de exame). Ao abrir o campo estéril, o qual contém o espéculo e a pinça Cheron, se procederá à disposição organizada do material sobre o campo. O espaço é, então, dividido em três partes distintas conforme figura abaixo. Esta divisão permitirá menor risco de contaminação dos materiais. Após a disposição do material, e antes de iniciar o exame especular propriamente dito, o examinador calçará uma luva na mão esquerda (preferentemente estéril, descartável e siliconizada). Para a introdução do espéculo, considerando um indivíduo destro, o examinador afastará os grandes e pequenos lábios com o polegar e o 3º dedo da mão esquerda para que o espéculo possa ser introduzido suavemente na vagina. A mão direita, que introduzirá o espéculo, deverá pegá-lo pelo cabo e borboleta.
        O espéculo é introduzido fechado. Apóia-se o espéculo sobre a fúrcula, ligeiramente oblíquo (para evitar lesão uretral), e faz-se sua introdução lentamente; antes de ser completamente colocado na vagina, quando estiver em meio caminho, deve ser rodado, ficando as valvas paralelas às paredes anterior e porterior; posição que ocupará no exame. A extremidade do aparelho será orientada para baixo e para trás, na direção do cóccix, enquanto é aberto. Na abertura do espéculo, a mão esquerda segura e firma a valva anterior do mesmo (figura 3), para que a mão direita possa, girando a borboleta para o sentido horário, abri-lo e expor o colo uterino. Observa-se, então, se o colo já se apresenta entre as valvas, devendo o mesmo ser completamente exposto. Nem sempre o colo localiza-se na posição descrita anteriormente; nestes casos deve ser localizado através de movimentação delicada do espéculo semiaberto.
      Executada esta etapa, a luva da mão esquerda que afastou os lábios vaginais e firmou a valva anterior do espéculo para exposição do colo, encontra-se contaminada por secreções da paciente; assim, deverá ser retirada e executar o restante do exame sem luvas (desta etapa em diante não haverá contato com a pele ou mucosas da paciente, apenas com instrumentais) tendo o extremo cuidado para evitar contaminação.
      O colo é então inspecionado; pacientes nulíparas geralmente têm o orifício externo puntiforme ao passo que nas que já tiveram parto vaginal este apresenta-se em forma de fenda; mulheres na pósmenopausa tem o colo atrófico, e nas mais idosas pode ser difícil identificá-lo. A inspeção deve avaliar presença de “manchas”, lesões vegetantes, lacerações, etc.

      A seguir é coletado material para o exame da secreção vaginal, para o exame citopatológico, é realizado o teste de Schiller, e colposcopia e biópsia, estas últimas quando se aplicarem. OBS.: Atenção muito grande deve ser dada para evitar a contaminação de materiais com as secreções da paciente. Da mesma forma, não expô-la a contaminações por atitudes negligentes.
      A retirada do espéculo é efetuada em manobra inversa à da sua colocação; durante sua retirada, deve-se examinar as paredes vaginais anterior e posterior. O excesso de secreção que se acumula no intróito vaginal e vulva, após o exame especular, deve ser secado com a pinça Cheron e gaze. Após o uso, o espéculo e a pinça Cheron devem ser colocados
no balde coletor para sua posterior lavagem e esterilização. Após o exame especular é realizado o exame de toque vaginal.

OBS: deve haver extremo cuidado com o manuseio do material de sala (almotolias, lâmpada, gavetas, bancos, mesas, instrumentos, etc...) de forma que não haja contaminação com as luvas usadas no
exame físico.
- Coleta de material para exame direto do conteúdo vaginal: É efetuado coletando com uma espátula um raspado do fundo de saco vaginal que será diluído em lâmina previamente preparada com uma gota de soro fisiológico, KOH a 10% ou outros corantes.
- Coleta de material para citopatologia cervicovaginal: O exame citológico de amostras cervicovaginais (citopatológico, preventivo, exame de Papanicolau, pap test) é fundamental para prevenção e detecção do câncer de colo de útero. O esfregaço ideal é o que contém numero suficiente de células epiteliais colhidas sob a visão direta e refletindo os componentes endo e ectocervicais, já que a maioria dos processos neoplásicos se inicia na zona de transformação (junção escamocolunar - JEC). Para isso a coleta será efetuada em duas lâminas. A primeira utilizará a espátula de Ayre com sua extremidade fenestrada, que será adaptada ao orifício cervical externo, fazendo uma rotação de 360º, possibilitando o raspado sobre a JEC na maior parte das vezes, principalmente na paciente pré-menopáusica. A seguir, será utilizada uma escova
endocervical, que será introduzida nos primeiros 2 cm do canal, rotando várias vezes no canal cervical; esta coleta é imprescindível na mulher pós-menopáusica que tem a JEC interiorizada no canal endocervical.
      Nas duas modalidades de coleta, o material deverá ser colocado sobre a lâmina de forma tênue e continuada em toda sua extensão, sendo imediatamente fixado com “fixador citológico” (polietilenoglicol). OBS: Cuidar para não dar jatos com fixador, o que pode determinar uma lavagem da lâmina ao invés de fixação das células.
OBS: Deve ser dada atenção integral à técnica de coleta pois as falhas de amostragem são, provavelmente, a causa mais importante de falsos diagnósticos. A causa mais aceita para diagnósticos falsonegativos seria a falha na coleta, onde com uma amostragem insuficiente não evidenciaria as células alteradas.
- Teste de Schiller: É feita através da deposição da solução de Lugol (iodo-iodetada) no colo uterino, que provoca uma coloração marron acaju nas células que contêm glicogênio, como é o caso das células das camadas superficiais do epitélio que recobre o colo e a vagina. A intensidade da coloração é proporcional à quantidade de glicogênio contido nas células. Assim, o iodo cora fracamente as regiões de epitélio atrófico
e não cora a mucosa glandular que não contém glicogênio. As zonas que apresentam modificações patológicas não adquirem coloração, sendo chamadas iodo-negativas ou Teste de Schiller positivo. Ao contrário, quando o colo apresenta-se totalmente corado pelo iodo teremos colo iodo positivo ou Teste de Schiller negativo. Antes da colocação da solução de Lugol deve-se retirar secreções que eventualmente recubram o colo, as quais provocariam falsos resultados iodo negativos ou Schiller positivo.
- Colposcopia: A colposcopia pode ser definida como método complementar, com o qual é possível reconhecer, delimitar e diagnosticar os diferentes aspectos normais e anormais da ectocérvice e da vagina, com aumentos de 12 a 29 vezes, conforme o instrumento utilizado. Dois reativos devem ser obrigatoriamente utilizados no curso da colposcopia para mostrar a diferença de estrutura e de composição
química do epitélio pavimentoso normal.
      O primeiro, o ácido acético – utilizado no colo uterino a 2% - tem como principal efeito o de coagular as proteínas citoplasmáticas e nucleares do epitélio pavimentoso e de torná-las brancas. Após a aplicação do ácido acético, o epitélio pavimentoso anormalmente carregado em proteínas, torna-se branco progressivamente. Entre 10 a 30 segundos teremos a imagem colposcópica das lesões matrizes. Estas serão, então, na maior parte das vezes biopsiadas. O segundo reativo, o iodo ou solução de Lugol já foi comentado anteriormente. Quando da necessidade da realização da vulvoscopia utiliza-se o ácido acético a 5% para evidenciar as lesões matrizes , e corantes como o azul de Toluidina.

C.2.2. TOQUE GENITAL:
      Define-se toque como sendo a manobra para avaliar os órgãos genitais internos, que pode ser vaginal ou retal, dependendo da situação da paciente (virgem ou não) ou da patologia. O toque genital deve ser sistemático no decorrer do exame físico ginecológico, sempre após o exame dos órgãos genitais externos e
do exame especular. Deverá, sempre, ser realizado com uma luva nova e com cuidados de assepsia. Caso seja necessário o toque retal a luva deverá ser trocada novamente. A mão que efetua o toque é calçada com uma luva estéril e umedecesse com gel lubrificante os dois dedos que penetrarão na cúpula vaginal (2º e 3º dedos). OBS: a almotolia não deve tocar na luva.
      O examinador deve apoiar o pé ipsilateral à mão que realiza o exame em um no segundo degrau da escadinha, e o braço deve ficar apoiado sobre o joelho para não transferir seu peso para a vagina. O
polegar, o 4º e 5º dedos da mão examinadora farão o afastamento dos grandes e pequenos lábios da vulva, dando a abertura suficiente para que o 2º e 3º dedos entrem na vagina sem carregar contaminação (em algumas situações, por questão de conforto da paciente utiliza-se só o indicador), os quais devem dirigir-se ao fundo de saco e identificar o colo. Este deve ser mobilizado láterolateralmente, ântero-posteriormente e superiormente, buscando avaliar a mobilidade do útero e, principalmente, se estas manobrar provocam dor .     O examinador procede ao exame de toque dos fundos de saco posterior e anterior, deslizando também nas porções mais superiores e laterais da vagina. Ali, busca por nódulos, retrações, espessamentos ou tumorações. A seguir passa-se ao toque bimanual, no qual a utiliza-se a palpação associada da pelve.
      Com os dois dedos tocando a cérvice, o examinador eleva o útero em direção a parede abdominal, onde a mão livre é suavemente colocada sobre o abdômen e vai deslizando de cima para baixo até que o útero se ponha entre as duas mãos e possa ser palpado. Na palpação observar o tamanho, consistência, regularidade e mobilidade do órgão e as dores que, eventualmente, podem surgir.
      Feito isso, os dedos são dirigidos para as laterais do fundo de saco anterior na busca da palpação dos ovários, sendo feita a mesma manobra descrita para o útero, porém, agora, a mão livre é dirigida para cada zona de projeção dos ovários. Ao retirar os dedos da vagina o movimento deve ser suave. No término do exame, a vulva, lambuzada por gel e secreções, é limpa com auxílio de gazes ou folhas de papel absorvente.
Para o toque retal, introduz-se o dedo indicador no ânus. Este exame comumente é reservado para as pacientes que nunca tiveram relações sexuais ou como complementar do exame vaginal (avaliação de paramétrio, por exemplo). Explicar para a paciente que o exame terminou e gentilmente auxilia-la a sair do leito, oferecendo a mão para apoio.

**Atenção: Se julgar necessário, o examinador executará todos os passos aqui descritos para o exame especular e de toque vaginal calçando previamente um par de luvas de látex (luva de procedimento) para segurança adicional. A seqüência do exame ou sua dinâmica não deverá ser mudada em nada.


BIBLIOGRAFIA UTILIZADA E RECOMENDADA:
1. AHUMADA, J.C.-Tratado de Ginecologia. Rio de Janeiro, Editora Guanabara-Koogan, 1938.
2. BEREK, J.S. et al – NOVAK´s Gynecology. Baltimore, Ed. Williams e Wilkins, 1996.
3. HALBE, H.W et al- Tratado de Ginecologia-São Paulo, Editora Roca Ltda, 2000.
4. Basset, L.W. et al – Doenças da Mama – Diagnóstico e Tratamento. Rio de Janeiro, Editora Revinter, 2000.

Anvisa suspende lotes de quatro medicamentos

      A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) suspendeu nesta quarta-feira (4) quatro lotes de medicamentos e a interdição cautelar de mais dois. As medidas foram publicadas pelo Diário Oficial da União. O lote 3CG11 do Ciclofemme, que é uma pílula anticoncepcional, e o B11C0014 do Tegrex, remédio usado no tratamento de epilepsia, foram suspensos e terão os estoques recolhidos porque obtiveram resultados insatisfatórios em testes.
      Segundo o ginecologista José Bento, dos hospitais Albert Einstein e São Luis, em São Paulo, o tipo de defeito apresentado pela pílula anticoncepcional -- ela se esfarelou nos testes -- não é grave, desde que o efeito seja mantido. Ele afirmou ainda que esta pílula não tão difundida.
      O lote 3387 do Valerimed, usado como calmante fitoterápico, também foi suspenso, por conter teores diferentes dos que constavam no rótulo.
      Já o lote 1017109 da dextrose anidra 50 mg + cloreto de sódio 9 mg -- suplemento alimentar produzido pela Equiplex --, foi suspenso e será recolhido do mercado por conter excesso de glicose.
      O lote L17685 do Glicomet 850 mg, remédio usado por diabéticos tipo 2, obteve resultado insatisfatório no ensaio de variação de peso e passará por "interdição cautelar" de 90 dias.
      A mesma medida será tomada com os lotes 100378 e 101364 do hidróxido de alumínio fabricado pela Mariol Industrial, que não foi aprovado no ensaio de aspecto. O genérico é usado como antiácido estomacal.
A interdição cautelar é uma medida preventiva que vale por um período de 90 dias na qual o produto não deve ser consumido e nem comercializado. Se o fabricante não apresentar nenhuma contraprova de que o produto esteja em boas condições, ele é suspenso ao fim deste prazo.
Fonte: G1

sábado, 7 de abril de 2012

DIA INTERNACIONAL DA MULHER - FAP


O Bloco VII de Enfermagem do período noturno foi responsável pela organização juntamente com a FAP da comemoração do Dia Internacional da Mulher. O evento iniciou à tarde com corte de cabelo, maquiagem, massagem, degustação de produtos Herbalife, contou ainda com a participação da professora Aurioneida que deu seu depoimento sobre sua experiência vencedora sobre o câncer de mama, além de peça teatral intitulada “As brasileiras de Parnaíba” que fez o maior sucesso. Os alunos estão de parabéns pelo evento.

Guia do pré-natal - lista de exames













Para as grávidas e futuras mamães, essa é a lista de exames que monitoram a gestação e o desenvolvimento do bebê e deve ser seguida por todas. Além destes, em cada visita ao profissional de saúde, também são observados peso, pressão arterial e altura do útero.

Mês 1 - Tipagem de sangue ABO e Rh; hemograma; e testes para diabetes, sífilis, toxoplasmose, citomegalovirus, rubéola, hepatites, herpes, HIV 1 e 2, e urina.

Mês 2 - Ultrassonografia transvaginal – Feita bem no início da gestação, entre a 6ª e a 8ª semana, verifica a possibilidade de gestação múltipla e se o embrião está bem implantado no útero. É a melhor ultrassonografia para estabelecer idade gestacional.

Mês 3 - Ultrassom – Feito entre a 11ª a 13ª semana para investigação de marcadores que sinalizem para alterações genéticas, tais como translucência nucal, osso nasal e ducto venoso.

Mês 4 – Amniocentese e biópsia de vilocorial – Podem ser indicados para gestantes acima dos 35 anos, ou que tenham histórico familiar de doenças cromossômicas.

Mês 5 – Ultrassom morfológico – Com ele é possível visualizar o feto detalhadamente; ecocardiografia fetal – Para investigação de problemas cardíacos congênitos.

Mês 6 – Exame de sobrecarga de glicose (GPD) – Exame solicitado para avaliar a presença de diabetes gestacional; ultrassom com Doppler – acompanhamento do crescimento e desenvolvimento fetal, assim como da função da placenta.

Meses 7 e 8 - Ultrassonografia – Exame rotineiro, para estimar o peso do bebê, verificar a quantidade de líquido amniótico e o funcionamento da placenta.

Mês 9 – Ultrassonografia – Último exame realizado (normalmente entre a 36ª e a 39ª semanas), para estimar o peso do bebê, a quantidade de líquido amniótico e o funcionamento da placenta, assim como para avaliar o posicionamento do bebê. Pode ser feita junto com a cardiotocografia basal, formando o que os especialistas chamam de perfil biofísico fetal, capaz de avaliar o bem-estar do bebê dentro do útero.

Ministério da Saúde revela que em 10 anos, 47 mil soropositivas engravidaram























O Ministério da Saúde acaba de divulgar pesquisa que mostra como fatores como a fertilização in vitro e o coquetel antiaids contribuiram para aumentar o índice de gravidez entre portadoras do HIV. Veja matéria publicada no portal IG:
Em 10 anos, 47 mil mulheres com HIV engravidaram
Clínicas de reprodução assistida recebem seis casais soropositivos por mês

Em 10 anos, 47.705 mulheres que vivem com HIV engravidaram no País, informa o Ministério da Saúde. Uma parte delas, para realizar o sonho de ser mãe, precisou da união de duas técnicas que “nasceram” praticamente juntas e agora, quase vinte anos depois, estão evoluídas e podem se encontrar nos consultórios clínicos.

Uma é a fertilização in vitro e a outra o coquetel antiaids. A primeira garantiu aos casais com dificuldade na fertilidade a realização do sonho de ter um filho. A segunda permitiu que o vírus HIV deixasse de ser uma “sentença de morte” e ampliou a sobrevivência dos infectados. “Hoje, sabemos que boa parte das pessoas que vive com HIV vai morrer com o vírus e não por causa dele”, afirma Mariângela Simão, coordenadora do Programa Nacional de DST/Aids do Ministério da Saúde.

A maior sobrevida dos pacientes de aids fez com que os planos da maternidade ou paternidade cruzassem o caminho dos soropositivos. A reprodução assistida despontou como solução para quem pode pagar por até R$ 50 mil pelo tratamento. Em média, são quatro casais que todo mês procuram este tipo de serviço. O Sistema Único de Saúde (SUS) agora quer ampliar a oferta gratuita do procedimento.

“Existe a possibilidade de realizar a inseminação artificial com risco inferior a 1% de contágio do HIV”, explica Ligia Previato Araújo, embriologista do Centro de Reprodução Humana de São José do Rio Preto, entidade que recebe em média quatro casais sendo um soropositivo (chamados de discordantes) todo mês. “Quando o homem é soropositivo, fazemos uma lavagem do esperma até que a carga viral fique nula e fazemos a inseminação direto no óvulo e não no útero”, explica.

A demanda de casais discordantes na clínica de São José do Rio Preto, informa o diretor clínico da unidade Edilberto de Araújo Filho, é nacional. “Há três anos passamos a receber pessoas de São Paulo, Goiás, Minas Gerais, de todos os locais”, conta.

Perfil

Renato Fraietta, especialista em reprodução assistida da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), diz que no serviço local em média entre seis e oito casais discordantes procuram a unidade para a fertilização in vitro. “Em maioria, são os homens os portadores do vírus HIV e a idade é semelhante a dos casais que não têm aids e recorrem a técnica”, diz. “A procura aumentou bastante. Mas as medidas de segurança são imprescindíveis. Nenhum especialista fala em descartar a camisinha”, completa.

Os casais que convivem com o HIV e querem engravidar precisam ser acompanhados diretamente por um infectologista, orientados sobre a forma segura da reprodução. O pré-natal também precisa ser acompanhado de perto e há um momento certo para a inseminação.

Aumento da oferta

Não são todas as clínicas particulares que aceitam casais discordantes e existem no País cinco serviços públicos conveniados ao Ministério da Saúde que prestam este serviço, sendo um no Distrito Federal, outro em Pernambuco e três em São Paulo.

O mais antigo deles fica na Faculdade de Medicina do ABC, em São Paulo, e foi inaugurado em 2006. Até hoje atendia uma média de oito casais discordantes por mês. Nesta terça-feira, dia 4 de maio, foi fechada uma parceria com o Centro de Referência e Treinamento (CRT/aids) do governo de São Paulo e a capacidade para acolher casais soropositivos será ampliada para 12 mensais.

“É uma necessidade ampliar a oferta de reprodução assistida aos casais discordantes. Usamos técnicas que possibilitam a pessoa ter acesso à maternidade, de uma forma segura, que protege o feto e o parceiro”, afirmou Maria Clara Gina, coordenadora do CRT/Aids

MÉTODOS ANTICONCEPCIONAIS

Métodos anticoncepcionais











Uma das perguntas que os ginecologistas mais ouvem nos consultórios é qual o contraceptivo mais adequado. A verdade é que cada método tem suas vantagens e desvantagens e alguns funcionam melhor do que outros para prevenir a gravidez. Além disso, é preciso ter em mente que todos têm suas limitações. Na escolha de qual adotar, é importante levar em conta diversos fatores, como a frequência das relações sexuais, a saúde geral da mulher e os possíveis efeitos colaterais de cada um. Não se pode esquecer, porém, que nem todo método anticoncepcional evita doenças sexualmente transmissíveis e, portanto, o uso da camisinha (masculina e feminina) é sempre recomendado.

Mas conhecer as opções disponíveis é fundamental para orientar-se nessa escolha. Os métodos contraceptivos dividem-se em 5 grupos: hormonais, de barreira, dispositivos intra-uterinos (DIU), cirúrgicos e comportamentais.

Métodos hormonais
A pílula anticoncepcional consiste na ingestão diária de hormônios, enganando o organismo, como se a mulher estivesse grávida. Assim, os ovários não produzem óvulos e a mulher não engravida. Existem diversos tipos de pílulas e apenas o médico pode receitar a mais indicada para cada caso. As mais comuns são:

Pílula diária:
Combinam os hormônios estrogênio e progesterona. Toma-se uma por dia, a partir do quinto dia de menstruação. Ao terminar a cartela, há uma pausa de uma semana, quando se deve iniciar nova cartela. Existem também pílulas de baixa dosagem, ou micro pílulas. Estas podem ser tomadas por lactantes e devem ser ingeridas todos os dias, sem interrupção. As desvantagens desses medicamentos vão desde efeitos colaterais como enjôo, inchaço, dor e sensibilidade nos seios, dor de cabeça, entre outros. Fumantes, e mulheres com problemas cardíacos, hipertensão, enxaqueca, derrame, ou outras doenças não devem usar pílulas. Além disso, caso haja falha na ingestão, o famoso esquecimento da pílula, a mulher corre risco de engravidar.

Anticoncepção de emergência:
Também conhecida como pílula do dia seguinte, é uma opção válida, mas que deve ser utilizada apenas, como o nome diz, em casos de emergência. É um medicamento hormonal oral que deve ser tomado até 72 horas após a relação sexual desprotegida. Se tomada em até 24 horas, o índice de falha é de apenas 5%. Já entre 49 e 72 horas, o índice chega a 42%. A pílula não tem efeito caso a mulher já esteja grávida. O medicamento pode causar diversos efeitos colaterais e não deve ser usado como método regular.

Injeção anticoncepcionais:
São injeções de hormônios que duram de um a três meses e devem ser receitadas diretamente pelo médico. Tem alta eficácia e a mesma função da pílula diária, mas nesse caso não há o risco de esquecer-se de tomar o medicamento e é também indicada para mulheres que não podem tomar a pílula via oral. Também pode apresentar efeitos colaterais como dor de cabeça, ganho de peso e sangramentos.

Anel vaginal:
Anel contendo hormônios que é inserido pela própria mulher na vagina no início do ciclo menstrual. Permanece no corpo por três semanas, impedindo a ovulação como uma pílula diária. As vantagens são a absorção direta dos hormônios pela circulação e a não possibilidade de esquecimento da pílula, muito comum no uso da pílula diária. Após os 21 dias de uso, há uma pausa de sete dias e outro anel deve ser inserido.

Adesivo anticoncepcional:
Contém os mesmos hormônios das pílulas comuns, mas em forma de adesivo. Cada adesivo permanece na pele por uma semana e deve ser trocado por outro. Isso se mantém por três semanas e depois há uma pausa. Como no anel vaginal, vantagem é que a mulher não corre o risco de esquecer-se de tomar a pílula e os hormônios são absorvidos pela circulação. A eficácia é a mesma.

Implante hormonal:
Microbastão de hormônio que é colocado embaixo da pele, com anestesia local, e inibe a ovulação por até três anos. Assim como os métodos anteriores, a eficácia é alta e os hormônios são absorvidos diretamente pela circulação.

Métodos de Barreira

Camisinha masculina:
Método mais utilizado e popular que existe, a camisinha barra os espermatozóides logo após a ejaculação. Além de barata e eficiente, protege contra as doenças sexualmente transmissíveis, inclusive a AIDS. Em geral é feita de látex e a maioria das pessoas não encontra problemas em usá-la. Deve ser colocada no pênis ereto e, na ponta, deixado um espaço vazio e sem ar, para que ali fique o esperma. Caso contrário, a camisinha pode estourar ou o esperma subir até a base do pênis. Quando bem colocada, sua eficácia em evitar a gravidez chega a 96%.

Camisinha feminina:
É feita em poliuretano, no formato de um saco, com dois anéis flexíveis em cada extremidade, sendo uma delas fechada. Parece complicado, mas a camisinha feminina é simples. Um dos anéis facilita a colocação e o outro segura a camisinha, além de proteger os pequenos e grandes lábios. Também evita DSTs, como a masculina e sua eficácia contra a gravidez é de 97%.

Diafragma:
Em formato de concha, o diafragma é um dispositivo feito de látex ou silicone, que a mulher insere na vagina, cobrindo o colo do útero e impedindo a entrada de espermatozóides. Deve ser utilizado com uma pomada espermicida, garantindo maior eficácia. O ideal é que seja indicado por um médico, pois sua escolha depende do tamanho do colo uterino. Os cuidados com a limpeza e o armazenamento são muito importantes para não causar infecções. É recomendado que se insira o diafragma de 15 a 30 minutos antes da relação sexual e retirado de seis a oito horas após a penetração. Sua eficácia fica em torno de 80%.

Dispositivo Intra-Uterino (DIU):
Os DIUs são dispositivos de plástico recobertos de cobre, inseridos na cavidade uterina pelo ginecologista. Eles evitam a fecundação, pois impedem que o espermatozóide alcance os óvulos, dificultando sua locomoção dentro do útero. Hoje, inclusive, já existem métodos que contém hormônios combinados ao dispositivo. Os DIUs mais modernos podem ficar no corpo da mulher por até 10 anos, mas para isso é preciso que ela faça um controle periódico com seu médico. O DIU é geralmente recomendado para mulheres que já têm filhos e que só desejam engravidar em alguns anos. Em alguns casos, ele pode apresentar desvantagens como dores abdominais, sangramentos, além de não ser recomendado para mulheres com cólicas fortes, hemorragias, alergia ao material e doenças como miomas ou anomalia intra-uterina. Em compensação é um método muito eficiente e garante contracepção em até 99% dos casos.

Métodos definitivos
Ligadura de trompas:
A laqueadura tubária é a esterilização da mulher. É um método cirúrgico, logo exige internação e anestesia geral ou regional, que consiste na ligadura ou corte das trompas de forma definitiva, impedindo que os óvulos alcancem o útero e, assim, haja o encontro e com os espermatozóides e, conseqüente implantação do embrião. Assim, a decisão de recorrer a esse método deve ser muito bem analisada levando em conta idade, a constituição da prole e o desejo de nunca mais ter mais filhos.

Vasectomia:
A esterilização do homem também não deixa de ser um método contraceptivo para a mulher. Consiste no corte do tubo que leva os espermatozóides dos testículos até as glândulas que fabricam o esperma, garantindo uma ejaculação normal, mas sem presença dos gametas masculinos. Assim como a laqueadura, a decisão de optar pela vasectomia deve ser muito bem pensada, pois é uma intervenção definitiva.

Métodos comportamentais

Tabelinha:
O método procura prever quando ocorre a ovulação da mulher e, assim, calcular o início e o fim do período fértil. Antes de tudo, a mulher deve analisar pelo menos os últimos seis ciclos menstruais para saber se este é regulado e quanto tempo dura. Teoricamente, a mulher é fértil no meio do seu ciclo. Ou seja, se ele dura 28 dias, a fertilidade máxima seria entre o 12° e o 16º dia, contando o primeiro dia da menstruação como 1º. Nesse período, é preciso abster-se de relações sexuais, ou optar por métodos de barreira como preservativos e diafragma. Mas lembre-se, a tabelinha é arriscada e só funciona para mulheres com ciclo menstrual regular.

Temperatura:

Quando a mulher ovula, sua temperatura corporal aumenta entre 0,3 e 0,8°C, pela ação hormonal. O método consiste em medir a temperatura oral, durante cinco minutos, pela manhã, após pelo menos cinco horas de sono, sem ter feito nenhum esforço e antes de comer. A mulher deve anotar os resultados durante pelo menos dois ciclos menstruais, desde o primeiro dia da menstruação até o período em que a temperatura se elevar por três dias consecutivos. Depois de estabelecer um padrão, ela poderá determinar o período fértil e evitar relações sexuais nesses dias. A desvantagem é que se por algum motivo, como doenças diversas, a temperatura for alterada, o método não é válido.

Muco ou Billings:

A mulher observa diariamente o muco vaginal, atentando para a quantidade de umidade e sua viscosidade e detectando se está ou não em seu período fértil. O muco surge cerca de três dias após a menstruação e, antes da ovulação, fica mais espesso e grudento. Quando percebe essa alteração, deve permanecer pelo menos quatro dias sem manter relações sexuais. É um método muito arriscado, porque depende da interpretação da mulher. E, geral, é usado pelos casais que querem engravidar, já que determina o período em que a mulher estaria ovulando.

Coito interrompido:

O coito interrompido é a tentativa de não haver a ejaculação dentro da vagina da mulher. O método é bastante falho porque antes mesmo do homem sentir que está na iminência de ejacular e retirar o pênis, já há a liberação de líquido que contém espermatozóides suficientes para fecundar o óvulo.